quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Coisa estranha esta!

A pedido de variadas famílias, cá vai o sucedido no Metro de Lisboa. Se se depararem com situação semelhante já sabem o que fazer.
Beijinhos e Abraços






Lisboa, 25 de Setembro de 2009, 13:00

Dirigido ao Gabinete de Relações Públicas e ao Gabinete do Provedor Arbitral do Metropolitano de Lisboa.

Identificação do Cliente:

Nome: João Pedro Martins Afonso
N.º B.I.: 13269256
Emissão B.I.: 2008/09/11, Lisboa
Validade B.I.: 2013/09/11



Exmos. Senhores,

Venho por este meio dar seguimento a uma queixa relativa a um acontecimento ocorrido durante a viagem que fiz, hoje dia 25 de Setembro de 2009, na Linha Amarela. Foi no sentido RATO-ODIVELAS, no comboio n.º 08 que partiu da estação RATO e que teve como destino a estação CAMPO GRANDE, terminando aí a sua marcha sensivelmente às 12h30. Encontrava-me na primeira de seis carruagens da composição, mais precisamente na motora 310.

Pouco tempo depois da composição abandonar a estação MARQUÊS DE POMBAL, o microfone da mesma foi ligado em andamento. Alguns passageiros em meu redor reagiram colocando as mãos junto ao ouvido devido à intensidade do som. Infelizmente nesse momento cruzámos com uma composição em sentido oposto, o que provocou uma maior produção e uma amplificação ensurdecedora de som. Este acontecimento só foi interrompido com o anúncio sonoro de aproximação à estação PICOAS.
Fiquei ainda mais incomodado após a saída dessa estação quando, com espanto, o som regressou. E muito infelizmente o mesmo aconteceu no troço entre as estações PICOAS e SALDANHA. Decidi nessa altura dirigir-me ao maquinista na estação seguinte: CAMPO PEQUENO. Novamente semelhante ocorrência entre as estações SALDANHA e CAMPO PEQUENO, perfazendo o total de 3 situações de grande incómodo. Assim o fiz.
Quando a composição iniciou o abrandamento, levantei-me do meu lugar e esperei que as portas automáticas se abrissem. Assim que isto aconteceu dirigi-me rapidamente à porta do maquinista, batendo no vidro. O funcionário abriu-me a porta e dirigi-lhe as seguintes palavras: "Olhe desculpe, o microfone está ligado. Isto incomóda.". Como reparei que o funcionário usava tampões, certamente para protecção laboral, decidi repetir a mesma mensagem mas de modo mais vigoroso, ao que ele decide fazer uma expressão de resignação, fechar-me a sua porta e imediatamente pressionar o botão para controlar o fecho das portas automáticas da composição. Como reparei nos seus movimentos, reagi o mais depressa que pude e entrei novamente na carruagem já com o aviso sonoro de fecho de portas. Mesmo assim, um outro passageiro ainda conseguiu passar por entre as mesmas com estas já em processo de fecho.
Foi nesse momento que decidi apontar, num caderno, o acontecimento, tomando nota do número da carruagem-motora e da hora de ocorrência do mesmo. Entretanto sucederam-se mais três situações iguais nos troços de ligação entre as várias estações.
Lembrei-me de tomar nota igualmente do número da marcha, presente na frente da composição, isto já no cais da estação CAMPO GRANDE.

Dirigi-me rapidamente ao Balcão de Informações, perguntando aí se poderia reportar uma queixa através da Internet. O funcionário respondeu-me amavelmente que sim, ao qual eu contra-respondi este acontecimento na íntegra. Com compreensão, o funcionário lembrou-me de dirigir esta queixa não só ao Gabinete de Relações Públicas, como também ao Gabinete do Provedor Arbitral. Assim o faço.

Lembro que esta sucessão de eventos podem ser corroboradas pelas imagens gravadas do circuito fechado de televisão, obrigatório por Lei, que o Metropolitano de Lisboa oferece nas composições e nas estações.



Até agora nunca me ocorreu situação semelhante aquando do uso do Metro. Lamentavelmente sucedeu-se assim. Espero que seja dado seguimento a esta queixa para inquérito interno.


Com os melhores cumprimentos,

João Afonso







Resposta ao E-mail:

Proc. 33268

Exmo. Sr. João Afonso,

Recebemos o e-mail que nos enviou no dia 30 de Setembro de 2009.

O Metropolitano de Lisboa tem como objectivo prestar um serviço de

qualidade, enquanto prestador de um serviço público de transporte.

É preocupação desta empresa a correcção e qualidade de atendimento

dos seus colaboradores na relação com os clientes, intervindo activamente

quando tal não sucede, seja através de medidas de carácter pedagógico,

designadamente num reforço na formação, seja mesmo, e quando tal

comprovadamente se justificar, na aplicação de medidas de índole disciplinar.

Assim, procedemos ao envio do assunto para a hierarquia dos Agentes em causa

para averiguação e actuação em conformidade.

Agradecemos a sua exposição, que para nós reveste a maior importância e relevância

para assim conseguirmos ir melhorando a nossa rede de acordo com as necessidades

dos utilizadores.

Com os melhores cumprimentos,

M. Pereira de Figueiredo

Gabinete de Clientes

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